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Lagarta da roseta, o que fazer?

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Perseu Fernando Perdoná, Engº Agrônomo – Consultoria Técnica Cooabriel
Wander Ramos Gomes – Engº. Agrônomo. Msc. Coordenador da Consultoria Técnica da COOABRIEL

 

Quando os ambientes agrícolas, substituem a diversidade natural por um reduzido número de plantas, ocorre um desequilíbrio no sistema, o que induz às alterações na relação dos seres vivos e seus predadores naturais, causando o aumento da população de insetos, fungos, bactérias e plantas que competem com a cultura de interesse, reduzindo sua produtividade e causando danos econômicos, passando a ser denominadas pragas.
Aqui trataremos a respeito de uma praga – a lagarta da roseta (Cryptoblabes gnidiellaMilliére,1884), cada vez mais presente nos cafezais capixabas e que tem causado sérios danos à produção do robusta (conilon).

Origem e Características

Essa praga é nativa do mediterrâneo, mas vem sendo encontrada cada vez mais nas lavouras de café conilon do Estado.

A lagarta se transforma em mariposa, que por sua vez, possui hábito noturno, sendo facilmente identificada nas lavouras após o escurecer. A praga causa danos quando ainda está na fase jovem (lagarta), alimentando-se de flores, brotos, e frutos de uma ampla variedade de espécies vegetais, dentre elas o café.

Na fase adulta, são pequenas mariposas que podem chegar de 7,5 a 8 mm de envergadura, e de cor predominantemente cinza-escura (Foto 01), já na fase jovem, a lagarta atinge de 10 a 11 mm de comprimento e vivem agrupadas, tecendo uma espécie de teia de seda prendendo os restos florais aos frutos na roseta (Foto 02).

 

foto 1 – fase adulta (mariposa)

foto 2 – fase jovem (lagarta)

No estado do Espírito Santo, a praga passou a causar prejuízos significativos a partir do mês de dezembro na safra de 1999/2000. Sua ocorrência e o grau de severidade é muito influenciado pelo clima, clones, espaçamento, número de galhos, tipo de irrigação (a irrigação localizada, não derrubar a palhada dos restos florais, favorece a presença da praga).

O maior surgimento desse inseto/praga são observados em campo nas situações:
– Sistema de irrigação localizada;
– Baixo índice pluviométrico (falta de chuva mais volumosas, que proporcionam mais rápido desenvolvimento de grãos e retirada dos restos florais);
– Clones que possuem maior proximidade entre as rosetas. 

O tempo que os restos florais permanecem na roseta,
é diretamente proporcional ao índice de ataque da praga

 

Prejuízos causados

É importante saber que o simples fato de encontrar a lagarta na roseta, não significa que essa esteja causando prejuízo, pois ela se alimenta também da palhada da florada, e não apenas dos frutos, portanto, é necessário cautela antes de iniciar o controle, evitando gastos desnecessários.

O dano causado pela lagarta, começa quando ela se alimenta ainda da flor fechada, seguindo para o pedúnculo (inserção que liga o grão à roseta) dos frutos chumbinhos, dos frutos chumbões causando queda prematura. Em grandes ataques pode causar danos nas varetas perto da roseta com flor. Mas é difícil de quantificar os prejuízos, devido sua ocorrência quase sempre coincidir com a cochonilha da roseta (Planococcus citri e P. s), mas estima-se que os danos cheguem, quando num estado mais avançado, de 30 a 40%, conforme já constatado em algumas regiões produtoras de café conilon, e relatado por técnicos da COOABRIEL.

Controle

Para alcançar um controle eficiente, é necessário estar atento à ocorrência da praga na lavoura, o que ocorre geralmente nas florações e durante o desenvolvimento dos frutos.
A lagarta se refugia entre os grãos na roseta e pela teia de seda que envolve a palhada da flor. É extremamente importante que seja utilizado inseticida com registro para a cultura, um alto volume de calda, um produto desalojante e um espalhante penetrante siliconado, a fim de ter sucesso no contato do produto com a praga, consequentemente, maior controle.

O produtor deve procurar um técnico de sua confiança para ser orientado com intuito de aumentar a eficiência da pulverização por meio da tecnologia de aplicação.

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