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Países tradicionalmente produtores de café arábica incentivam plantio de robusta

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Embrapa Café
Lucas Tadeu Ferreira

A produção de Coffea canephora (café robusta), nos últimos anos, tem sido bastante estimulada por governos e entidades representativas do setor em países da América Central que tradicionalmente produzem café arábica. É o caso, por exemplo, da Costa Rica, cujo governo recentemente, por meio do Ministério da Agricultura, está editando um decreto que permitirá a produção de robusta em regiões específicas do país, com base em zoneamento feito para essa espécie de café pelo Instituto do Café da Costa Rica (ICAFE).

No contexto da produção do café robusta na América Central, a Costa Rica será o terceiro país da região a implementar o cultivo dessa espécie. Na Nicarágua o plantio começou antes, em 2013, com uma produção inicial de 67 mil sacas e, óbvio, em função da expansão do mercado global, os produtores têm previsão de conquistar e consolidar novos mercados a partir das próximas safras de robusta. Outro país que já produz o robusta despolpado nessa região, com esses mesmos objetivos, há mais tempo, é a Guatemala, cujo café já tem mercado cativo na Europa. Esse país também produz robusta natural e planeja aumentar a produção e exportação para novos mercados, para o vizinho México, que também importa esse tipo de grão do Brasil e do Vietnã, maior produtor mundial de robusta, para atender a indústria de solúvel mexicana.

Em relação especificamente à Guatemala, a Associação Nacional do Café desse país (ANACAFE) espera expandir a produção para atingir uma meta de cerca de 160 mil sacas de 60 kg de robusta já na safra 2018-2019. Além disso, a Associação estima que o país poderá expandir o cultivo para uma área de 100 mil hectares com essa espécie. Com isso, dependendo do nível tecnológico a ser empregado no cultivo das lavouras, a Guatemala pretende produzir o equivalente entre 1 milhão a 2 milhões de sacas de 60 kg de robusta por ano.

Esses dados e análises do cultivo e da produção do café robusta em três países da América Central (Costa Rica, Nicarágua e Guatemala) constam da revista NEGÓCIO CAFÉ (Ano 01 – Número 00 – Maio de 2018) editada com apoio da Agência de Inovação do Café – INOVACAFE/Universidade Federal de Lavras – UFLA, a qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Neste primeiro número, os editores da revista ressaltam que Negócio Café chega ao mercado com a proposta de oferecer conteúdo especializado em formato 100% digital e gratuito. E que a revista foi criada para dar continuidade ao trabalho iniciado em 2012 com o Relatório Internacional de Tendências do Café, o qual foi amplamente divulgado pelo Observatório do Café.

 

Mudando de continente, mas ainda tratando do contexto da produção de café em nível mundial, a revista NEGÓCIO CAFÉ traz também como destaque nesta sua primeira edição que o auge da cafeicultura africana se deu nas décadas de 1970-1980. E atribui o declínio da produção ao término do último Acordo Internacional do Café, em 1989, o que provocou a liberalização do mercado e, com isso, a produção de muitos países desse continente começou a decair. Além disso, segundo as análises da revista, a queda nos preços e uma série de “regulações predatórias” criadas por governos locais corroboraram para esse declínio, além de guerras, instabilidades políticas e abandono de muitas lavouras produtivas. Em contraponto, atualmente, segundo ainda a revista, há sinais de recuperação em alguns países, a despeito de os desafios serem grandes, pois existe a possibilidade de o café africano voltar a ser competitivo no mercado internacional nos próximos anos.

Na ótica do consumo, fatores históricos, culturais e econômicos podem ter contribuído para que o Continente Africano tivesse historicamente uma demanda pouco expressiva. Nesse sentido, a revista NEGÓCIO CAFÉ, citando dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), salienta que o consumo de café na África aumentou de 6,0 milhões para 8,1 milhões de sacas no período de 2002-2003 a 2016-2017, ou seja, um crescimento bastante significativo de 33,5%, muito próximo da expansão do consumo verificada no mundo, no mesmo período, a qual registrou aumento de 37,3%. Por fim, atribui esse incremento africano ao aumento da população no mesmo período, já que o consumo per capita ficou estagnado em 0,4kg per capta nos últimos 13 anos. Se compararmos o consumo africano com outras regiões, verificaremos que a média de consumo da América Latina e do Caribe foi de 2,8kg em 2016-2017, no Leste da Ásia l,6kg e, no Sul da Ásia 0,6kg per capita.

A revista NEGÓCIO CAFÉ (Ano 01 – Número 00 – Maio de 2018), nesta sua edição completa, traz os seguintes assuntos que permitem avaliar o contexto da cafeicultura mundial, que valem a pena ser lidos e conferidos: i) HISTÓRIA – De acordo com uma teoria, o café teria chegado ao Brasil antes de 1727. É possível? ii) INTELIGÊNCIA COMPETITIVA – Informações relevantes sobre Quênia, América Central, Colômbia e Nestlé. iii) ESPECIAL – Analisamos as possibilidades para o futuro do consumo de café na África.

Acesse o site do Observatório do Café para ler na íntegra a revista NEGÓCIO CAFÉ (Ano 01 – Número 00 – Maio de 2018), pelo link: http://www.consorciopesquisacafe.com.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/Negocio_Cafe_Maio_2018.pdf.

Fonte: Conselho Nacional do Café

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