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Pressão do dólar derruba futuros do café

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BALANÇO SEMANAL DO CONSELHO NACIONAL DO CAFÉ ( 17 a 21/02/2020)

Cotações também foram pressionadas por fatores técnicos e expectativa de boa oferta por parte do Brasil

Os contratos futuros do café tiveram semana negativa no mercado internacional, recebendo forte pressão do dólar, de indicadores técnicos negativos e da expectativa de boa oferta no Brasil, o maior produtor mundial.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/20 do contrato “C” acumulou perdas de 640 pontos, encerrando a sessão de ontem a US$ 1,0495 por libra-peso. Na ICE Europe, o vencimento maio/20 do café robusta fechou a US$ 1.279 por tonelada, com queda semanal de US$ 35.

Os atores do mercado vêm monitorando o cenário climático no Brasil, à medida que se aproxima o início da colheita, por volta do final de abril e começo de maio. Os dados oficiais do país apontam a safra 2020 entre 57,1 milhões e 62 milhões de sacas de 60 kg para esta temporada de alta no ciclo bienal.

Se por um lado a possibilidade de boa oferta pressiona, por outro há a atenção relacionada aos estoques brasileiros, que devem estar em seus menores níveis na história. Consultas a cooperativas apontam que muitas dessas instituições detêm o menor volume armazenado em anos ou mesmo em toda a sua existência.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que uma frente fria leva umidade para o Sudeste do Brasil no sábado, ocasionando chuvas volumosas no sul de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no meio norte de São Paulo. Para domingo, os maiores acumulados são previstos no Triângulo Mineiro, centro de Minas e noroeste paulista. A partir de segunda-feira, as precipitações se enfraquecem na Região.

O dólar comercial mantém uma trajetória de alta, quebrando recordes sucessivos nas máximas. Segundo analistas, a moeda acompanha o cenário internacional, principalmente após novos cortes de juros na China, que visa ao estímulo da economia local em meio à epidemia do coronavírus. Ontem, a divisa fechou a R$ 4,3916, avançando 2,1% na semana.

Internamente, há calmaria no mercado físico, com pouca oferta em função da entressafra e dos atuais níveis de preço. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 486,89/saca e R$ 309,34/saca, com desvalorização de 2,4% no primeiro e estabilidade no segundo.

Fonte: CNC

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